quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

É grave, doutor!


A situação é grave, mas a mais confortável.
A situação é séria, mas a mais sorridente.
O trocar de nossas palavras são a estrutura de todos os meus bons dias
E na hora de dormir, por você não estar aqui eu fico doente.

E no dia seguinte é mais que eu quero
E toda ambição que eu consigo ter
É poder estar perto de você.
É ter segundos a mais de atenção com você.

Eu sei que isso me destrói, mas é também o que me constrói.
Eu sofro, me nego, minto, sinto, mas não consigo ser diferente.
Eu simplesmente te sigo
E não consigo nada além disso.

E no dia em que você se for,
Vai ficar uma porta aberta
Como se algum dia você esteve aqui.
Como se algum dia eu fizesse parte de ti.

Vale a pena o risco do sofrimento pelo prazer?
Ou simplesmente o nada é o que faz bem?
Nem sorriso nem lágrima, só o silêncio?
Ou a confissão que custa caro no nosso coração?

É o que tento descobrir todas as vezes quando olho pra você.

Um comentário:

  1. Parabéns, amigo. Sinto falta de coisas inteligentes na rede que nos fazem refletir e entender um pouco de outras emoções... Não apenas as mais banais, mais simples e comercializáveis. Você é foda!

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