sexta-feira, 18 de maio de 2012

Coisas que tenho aprendido

Aprendo o tempo todo, de todas as formas. Ultimamente aprendi algumas que me intrigam.

A minha vida é o disco do Barão Vermelho de 2004, e é já pela segunda ou terceira vez. Do começo ao fim.

Aprendi ainda que tudo me impulsiona a crescer sozinho, ainda que eu não queira. Qual o prazer de rir sozinho? Qual o prazer de ser o único a ganhar? De receber elogios singularmente? Isso não me agrada.

Aprendi também que há palavras que pulam de nossa consciência mesmo que a gente pareça mostrar o contrário. Foge de nós, tem vez que isso é bom e é ruim. Ultimamente não tem sido muito proveitoso, baseado em experiências.

Aprendi que não dá mais para viver no eterno ciclo. Nossa vida provavelmente deve ser um labirinto, tomadas de caminho pode nos fazer voltar ao mesmo ponto e outras podem nos lançar a campos inéditos. Tanto um como o outro têm suas dores, então não tem pra quê ter medo de feridas. Faz parte.

Aprendi também que existe uma distância interna entre o que sinto que queria ser e o que posso ser de fato. E isso pauta o meu dia-a-dia com todas as forças.

Por fim, há a descoberta do fluxo constante do tempo. Constante, porque está em fluxo. Se parar, é o não-tempo, o tempo morto para se aplicar a vida. Isso faz com que apartemos o saber viver do sobreviviver. Acho que só depois que consegui me lançar ao caos cotidiano estou descobrindo como é bom ter de ter objetivos, ainda que eu não os tenha claramente. Mas de uma coisa eu sei: eu já não quero ser o mesmo ser improdutivo de antes. Valorizo cada respiração, cada centavo, cada segundo, cada dia de cada vez. Descobrir isso talvez me salve do niilismo.

Enfim, é isso.

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