segunda-feira, 18 de junho de 2012

2 anos da grande Enchente: memórias.



Há exatos 2 ano Murici fez parte do grupo de cidades mais atingidas em Alagoas e hoje ainda é possível perceber os destroços desse 18 de junho sombrio. Aqui vai um relato desse dia.

Desde alguns dias antes, lembro que algumas pessoas já acreditavam que haveria uma enchente na cidade, o que fez acionar caminhões e carroças levando bens para a parte alta de Murici. Até então, se tratava de uma "rotina", uma vez que de 2 em 2 ou 3 em 3 anos as chuvas provocam o transbordar do Rio Mundaú em alguns metros. Como essas enchentes quase regulares chegavam sempre até um determinado ponto (seja no Bar da Noite ou no máximo até a padaria do Bia), parecia sempre subentendido os locais aonde as águas afetariam ou não a cidade. Pois bem. De uma certeza tínhamos: alguma enchente haveria de ocorrer nos próximos dias, já que o noticiário informava uma forte chuva em Pernambuco.

Na noite do dia 18, eu voltava da Universidade quando vi Murici às escuras. Na cidade já faltava energia desde cedo. Muitas notícias de que a enchente iria ocorrer de certeza naquela noite fez eu e vários estudantes irem até a beira do Mundaú constatar o seu nível. Lá, fomos advertidos a sairmos imediatamente do local sob o risco de sermos atingidos por uma leva de água descontrolada. Parecia muita ficção, mas voltamos para a parte de cima da cidade. Na volta, percebemos que a água nas ruas estava aumentando aos poucos. Aí cheguei em casa. E menos de uma hora depois, por volta da meia-noite, a rua parecia caótica. Carros passando em velocidade com alguns equipamentos, as pessoas saindo de suas casas. A cacofonia não deixava claro do que estavam falando. Somente quando coloquei os pés na calçada é que percebi que a água já estava vindo na nossa esquina (moro na rua da prefeitura). A partir desse momento, corremos para suspender os bens de casa. Colocamos tudo em cima de mesas, e não deu tempo de levar conosco nada além da roupa do corpo.

Fiquei desabrigado a partir dali. Por sorte a água só atingiu metade do nível da casa, mas foi suficiente pra ter estragado tudo o que era de madeira. Fora de casa durante toda a madrugada, vi logo depois do amanhecer o desespero de muitas pessoas que perderam tudo. A água ainda demorou a baixar. Parecia um ensaio de apocalipse. Caótico, irracional. Nos dias seguintes, em casa de parentes que não foram atingidos, acompanhei o salvamento de sobreviventes ilhados por helicópteros do corpo de bombeiros. Um trabalho heróico. O som frenético dos helicópteros pousando e partindo do Estádio Municipal nos faziam lembrar de outras catástrofes naturais, como os terremotos haitianos.



Demorou muito tempo até que a situação se normalizasse. Só meses depois da limpeza nas casas e nas ruas é que pude visitar os locais mais atingidos, e constatar que algumas ruas já não existiam, nem sossego, nem o fim da perplexidade de todos. Aos poucos viam-se alguns sorrisos: pessoas que se reencontravam, que salvavam uma ou outra coisa de suas casas caídas. A história mais marcante pra mim foi a da rua da Floresta, quando uma cadela salvou um senhor cadeirante levando-o para um local sem alagamento. Até então não se tinha mais notícias do animal, que foi encontrado depois que a familia voltou para o local aonde antes era casa e depois apenas escombros - ele estava lá, vivo, em algum local que restava da casa, esperando por seus donos. Foi emocionante ter presenciado o reencontro. Sinal da resistência e fé para o povo de Murici que tanto sofrera, mas que estava prestes a recomeçar a vida.



Dados dos desastres em Alagoas e Pernambuco

Atualizado em 12/07/2010 - às 17h22
Região / UF
Nº de
municípios
afetados
Óbitos
Desaparecidos
Desabrigados
Desalojados


AL
28
26
69
26.618
47.897

PE
67
20
0
26.966
55.643

TOTAL
95
46
69
53.584
103.540



Região / UF
População Afetada
*SE
*ECP
Pontes
Estradas
Casas
Destruídas /
Danificadas


AL
181.018
4
15
0
666
18.715

PE
156.727
27
12
142
4.478
14.136

TOTAL
337.745
31
27
142
5.144
32.851



Ações da Sedec
Região / UF
Cesta de Alimentos
Kit´s de Abrigamento
Rolos de Lona Plástica
Recursos Financeiros (em milhares R$)
AL
31.000
6.394
67
275.000
PE
52.000
6.395
66
275.000
TOTAL
83.000


12.789


133


550.000


*SE - Situação de Emergência
*ECP - Estado de Calamidade Pública 

MATERIAIS DE AJUDA HUMANITÁRIA
Kit de Abrigamento: Colchão, Cobertor , Toalha de banho, Lençol de cama, Travesseiro , Fronha e Rolos de Lona (4 x100, 6 x 100, 8 x100 metros)
 

CESTAS DE ALIMENTOS 
Açucar - 2kg, Leite em pó - 1 kg, Farinha de Mandioca - 2 kg, Macarrão - 1 kg, Feijão - 3 kg, Óleo - 2 litros, Arroz - 10 kgs ,1 Kg - Floco de Milho = Total de 23 kg. A Cesta de Alimentos atende 5 pessoas por 15 dias.
 
12/07/2010
(Adaptado por Claudionor Gomes).
Em Alagoas foram destruídas ou danificadas 18.715 casas, além de 666 quilômetros de estradas. Em Pernambuco, foram 4.478 quilômetros de estradas danificados, 142 pontes destruídas e 14.136 casas destruídas ou danificadas.
Em Alagoas, a situação foi essa: 26.618 mil desabrigados 47.897 mil desalojados e 26 óbitos; em Pernambuco: 26.966 mil desabrigados 55.643 mil desalojados, e 20 óbitos.
No Estado de Alagoas, quatro municípios decretaram situação de emergência, e 15, estado de calamidade pública. No Estado de Pernambuco, 27 decretaram situação de emergência e 12 estão em estado de calamidade pública. 
Os 19 municípios que decretaram situação de emergência ou calamidade pública em Alagoas são: São Luiz do Quitunde, Matriz do Camaragibe, Jundiá, Ibateguara, Quebrangulo, Santana do Mundaú, Joaquim Gomes, São José da Laje, União dos Palmares, Branquinha, Paulo Jacinto, Murici, Rio Largo, Viçosa, Atalaia, Cajueiro, Capela, Jacuípe e Satuba.
Em Pernambuco foram 39 municípios: Agrestina, Água Preta, Altinho, Amaraji, Barra de Guabiraba, Barreiros, Belém de Maria, Bezerros, Bom Conselho, Bonito, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Catende, Chã Grande, Correntes, Cortês, Escada, Gameleira, Gravatá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Jaqueira, Joaquim Nabuco, Maraial, Moreno, Nazaré da Mata, Palmares, Palmeirinha, Pombos, Primavera, Quipadá, Ribeirão, São Benedito do Sul, São Joaquim do Monte, Sirinhaém, Tamandaré, Vicência, Vitória de Santo Antão e Xexéu.

Fontes: Ministério da Integração Nacional. Link:  http://www.mi.gov.br/comunicacao/noticias/noticia.asp?id=5111

sábado, 16 de junho de 2012

Perca-se para não ter tempo a perder



Dê bom dia pra alguém
E tome consciência de nosso ritmo
Que a vida tem seu próprio algoritmo
E não enxerga quem não se sente ninguém

Você já se perguntou
Pra onde vai com essa mania
De viver a vida como qualquer dia?
Vidas vazias começam assim, meu bem

Perca-se um pouco de tudo
Perca, se perca
Pra não ter que ter tempo a perder

Perca-se num abraço demorado
Num sorriso apaixonado
Ou num adeus de quem gosta de você.

Mas não se perca no incerto
Pois um erro menor que o metro
É capaz de te desfazer

E não aceite o inferno
Que te impõem, por certo
Você vai aprendendo a viver.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

As 4 nobres verdades do budismo




1. A dor é um sentimento universal.
2. A causa da dor está nos nossos desejos, pois desejamos sempre com um fim egoísta e isso acaba produzindo maior sofrimento. 
3. A solução estaria na supressão da dor por meio da eliminação de seu desejo a partir de uma transformação dos pontos de vista que regem o viver, por meio de compreender, atuar e meditar.
4. O nobre caminho óctuplo - as oito partes para acabar com o sofrimento: palavra correta (falar a verdade, sem prejudicar ninguém); a atividade correta (atuar sem prejudicar ninguém e buscar o domínio das paixões); Modo de vida correto (uma profissão que não prejudique ninguém); Opinião correta e Pensamento correto (compreender com sabedoria, que se adquire com meditação); Esforço correto, atenção correta e concentração correta (atividades mentais de cunho metodológico para a veradicidade da meditação).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Mais uma morte.

Naquela manhã fria, ninguém saiu da porta do apartamento cinco. O único barulho que se podia distinguir era o do crepitar da lareira, suplicando para consumir os últimos resquícios de madeira já decompostas em carvão. A ausência da regularidade das atividades do homem fez os vizinhos estranharem aos poucos o porquê daquele dia diferente. Primeiro não se importaram; aquele homem não se importava com eles mesmo. Um dia depois, alguém comentou que o seu jornal não havia sido pego desde ontem e permanecia portanto ali na porta. Dois dias depois, uma criança perguntou à sua mãe aonde estava aquele senhor que não lhes dava bom dia. Mas as coisas só ficaram realmente preocupantes quando deram 4 dias e alguém lhes disse ter certeza de que aquele homem estava lá dentro, afinal não havia deixado a sua chave do apartamento na recepção. Foi quando decidiram chamar a guarda municipal. Algumas horas depois devido ao mau tempo, uma viatura chega para averiguação. Bateram à porta tentando obter alguma resposta. Sem sucesso. Chamaram o homem pelo seu nome, mas nenhum retorno. Decidiram olhar pela janela. Subiram um guindaste, e por entre as árvores era possível ver somente um gato. Chamaram mais uma vez. Apenas o gato reagiu, fugindo. Decidiram que era necessário realmente arrombar a porta, e assim o fizeram. Depois que a fumaça da pesada madeira ter sido jogada contra um chão empoeirado, veio a surpresa: o homem estava lá, sentado em sua poltrona como se estivesse dormindo. Aproximaram-se dele, mas o mau cheiro já denunciava se tratar ali de uma alma que abandonou um corpo. O homem estava já sem cores e gelado. No bolso do peito de seu sobretudo, uma carta amassada. "Amo você", havia escrito. Parecia ser suicídio. O corpo foi retirado com cuidado e envolto em plástico preto especial para remoção de cadáveres em estado de decomposição. Todo o prédio ficou chocado. Há quem dissesse que não achava surpresa que um suicídio viesse de alguém tão estranho. O corpo foi levado para necrópsia e o quarto varrido pela perícia. Algumas caixas de charuto pelo chão, mas era improvável que o tabaco fizesse aquilo. Muito depois foi descoberta sua pneumonia, mas ela ainda estava em estado inicial. A maior suspeita é de que ele havia tomado alguns comprimidos de um forte calmante, conforme as caixas no lixo denunciavam. "Talvez uma overdose letal do sonífero tarja preta", era escrito no relatório da perícia. Livros intocáveis e plastificados em sua grande biblioteca; os pratos estavam no escorredor. Tudo muito limpo, não fosse a natural sujeira de poeira que a cada dia obriga às atividades cotidianas as donas de casa. Tentou-se levantar alguma informação nos arredores do local, mas ninguém sabia de nada. Apenas impressões sombrias sobre o homem foram levantadas pelo senso comum local. "Será que ele praticava magia negra?" Se perguntava um pastor do andar de cima. Logo famílias, com medo de alguma maldição, se mudavam daquele prédio. A dúvida em torno do caso começou a ser dissolvida com o relatório do psiquiatra que o visitara alguns dias antes. Mas o fato esclarecedor foi sem dúvida a carta de resposta de uma jovem senhora, já a uma semana depois do incidente.  Caso concluído.

O casulo em volta do silêncio

O destino vai tomando forma. Vão se perdendo algumas coisas, e os espaços ficam até que o tempo trate de preenchê-los de algo bom. Aos poucos, cada remendo vai sendo costurado. Tem de ser assim. E por fim, cada palavra começará a substituir um silêncio que se fez no casulo a partir de então.

domingo, 10 de junho de 2012

Para compreender a genealogia do sofrimento



Você já se perguntou sobre qual a origem do seu sofrimento quando você está sofrendo? Eu já. E tenho uma teoria. Na verdade, é preciso ser explicada como uma parábola. Toda situação propensa a nos causar alegria ou felicidade tem um objetivo. Simplesmente o sentir por sentir não faz sentido, é preciso sentirmos por conta de alguma coisa. Então pense que há 3 etapas em uma dada situação. O início, aonde decidimos se vamos ou não aceitar o caminho da situação para chegarmos a um objetivo, o meio, aonde se dá a trajetória entre nossa decisão inicial e o objetivo, e o final, aonde encontra-se o objetivo propriamente dito.

Pense num túnel aonde só cabe você. Esse túnel pode ter distâncias variadas, pois isso vai depender do caminho que você precisa percorrer para alcançar o objetivo. Mas você ainda se encontra no início da situação. Está se perguntando se a aceita ou não, refletindo, usando o coração também. Nesse momento, o início, você sabe que tem um túnel que deve percorrer, mas não faz ideia do tamanho dele. E os motivos que te fazem decidir se você aceita ou não o desafio estão sempre no objetivo. Portanto, o objetivo determina o esforço e é sua escolha, fazendo um balanço entre a importância do objetivo na sua vida, considerando razões e/ou emoções, que vai definir se você vai passar por essa provação ou não.

E então você decide entrar no túnel. Isso significa que você aceitou a situação e está disposto a encará-la para chegar ao objetivo desejado. E então você se encontra já na segunda etapa de nossa parábola. O caminho para o objetivo não é limpo, ou seja, você não segue confortavelmente, sem obstáculos. Além desses obstáculos, há sempre vestígios, ou "musgos" do túnel, que possuem a potencialidade de inflar os sentimentos sobre o objetivo. Esses sentimentos não possuem uma direção pre-estabelecida. Mas muitas vezes eles nos trazem dúvidas, porque estamos dentro do túnel nos esforçando tanto e a luz do final dele ainda não apareceu. Se passarmos a nos sentir inseguros sobre nosso alcance desse objetivo, esses musgos vão tocando a gente cada vez mais e inflando nosso sentimento. Apesar de não serem decisivos, esses musgos/vestígios do caminho têm função de reforçar em algum grau o que estamos pensando, seja a convicção de que esta luz do objetivo vem ou se não vamos conseguir. E nessa jornada, passamos a ter pensamentos que se distorcem da realidade, porque simplesmente estamos sozinhos no escuro apenas dependendo de crenças. É aí que as súplicas à intervenção sobrenatural costumam ser apropriadas por religiosos. O sofrimento parece vir dessa dúvida, nesse momento sombrio, sobre o alcance ou não desse objetivo. Mas ele não é o maior de todos. Descobrimos que o tamanho de nosso sofrimento vem antes do túnel.

Quanto mais fundamental for o objetivo para nós (nós decidimos isso ainda na etapa inicial, antes de entrar no túnel, quando estávamos pensando o quanto esse objetivo é importante para nós), de grande valor será a recompensa quando o alcançarmos, por um lado, mas também será a nossa maior fonte de tristeza quando não o conquistamos, por outro. Perplexidade e fé, medo e coragem se digladiam no túnel para lidar com o sofrimento, que foi plantado ainda antes de entrarmos nele.

O que vai fazer com que aguentemos ou não essa jornada será a nossa subjetividade. A salvação para o sofrimento, plantado desde o início pelo nosso desejo do objetivo e acrescido pelos musgos está em vários lugares. Sobressaem como os mais comuns as instituições sociais específicas como religiões ou locais de cura mediados pela ciência. Mas existem outras maneiras, também, que são procuradas por quem não frequenta esses espaços: nesse caso a maneira de lidar com o sofrimento está entre amigos, livros, músicas, meditação, ou mesmo dentro de si mesmo. Para aquele que quer curar-se dependendo somente de si, no entanto, é preciso antes estar com a mente preparada. 

O sucesso para alcançar o objetivo, e consequentemente para superar o sofrimento que vem caso de descobrimos que estamos proibidos dele, deve estar no modo como estamos lidando com ele mesmo. Está na relevância desse objetivo para as nossas vidas. Uma vez percebendo isso, cabe a nós encontrarmos algum lugar que nos salve quando deixamos, por um motivo ou outro, que esse objetivo seja nossa razão de viver. Só resistindo e sobrevivendo, com todas as perplexidades e medos que os musgos do túnel acrescem sobre nós durante a jornada, é que teremos alguma chance de vermos a luz que tanto queremos encontrar. A luz do objetivo. A luz de nossa satisfação na situação inserida.

Esse samba que eu não queria que fosse o meu.

Esse samba, esse samba não é feito à revelia
Nem pensado em qualquer dia
Nem cantado pra multidão

E como toda canção, ele implora poesia
Como toda verdade, a boemia
Que é fundamental ao coração

Ah eu queria, sim eu queria a tua alegria
Pra firmar toda essa sina
Sem ter medo da paixão

Mas não há, não há um só único dia
Em que eu não pense na minha vida
Como um caso de solidão

Mas não me diga,
Não me diga que você não tem
Alguém pra te amar, meu bem
Meu bem...
Não me deixe triste assim
Ao se deixar esquecer
Que o que eu faço pra você
Não faria pra mais ninguém.
Mas não me diga,
Não me diga que não tem
Alguém que agradece a Deus por você
Existir, enfim
Não me deixe triste assim
Quando estiver deixada à própria sorte
Pensando desesperada na morte
Esse seria também o meu fim.

Essa vida, essa vida é mesmo danada
Apronta com a gente por quase nada
E tá montado o furacão.

E você, quem diria que você um dia
Fosse marcar tanto a minha vida
A ponto de ser meu estrago ou solução.

E eu insisto, eu insisto apaixonado
Querendo você do meu lado
Pra suportar qualquer tensão


Mas não há, não há um só único dia
Em que eu não pense na minha vida
Como um caso de solidão.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Tudo calmo demais, até que algo corta o sol no céu da comunidade...

domingo, 3 de junho de 2012

Risks and Failures

Riscos e fracassos
Sempre estiveram aqui
Sempre me acompanharam
E eu tento descobrir
Riscos e fracassos
Sempre me avisaram
O coração fica amargurado
Depois que não pode sorrir
Um dia eu, outro dia você
Sempre vai ser assim
A dança de querer sem querer
não é tocada por quem não quer querendo.
Drummond sempre alertava
O que eu não queria sentir.
Mas dane-se os medos
Eu não aprendi a desistir
Se eu não aprendi a salvar meu coração
Não vai ser agora que eu vou deixar partir
Mais essa chance de ser feliz
Ou de ser nada mais uma vez.
Eu não estou pronto
Eu nunca estive
Eu só vou descobrir
Quando o destino se abrir pra mim.