domingo, 10 de junho de 2012

Esse samba que eu não queria que fosse o meu.

Esse samba, esse samba não é feito à revelia
Nem pensado em qualquer dia
Nem cantado pra multidão

E como toda canção, ele implora poesia
Como toda verdade, a boemia
Que é fundamental ao coração

Ah eu queria, sim eu queria a tua alegria
Pra firmar toda essa sina
Sem ter medo da paixão

Mas não há, não há um só único dia
Em que eu não pense na minha vida
Como um caso de solidão

Mas não me diga,
Não me diga que você não tem
Alguém pra te amar, meu bem
Meu bem...
Não me deixe triste assim
Ao se deixar esquecer
Que o que eu faço pra você
Não faria pra mais ninguém.
Mas não me diga,
Não me diga que não tem
Alguém que agradece a Deus por você
Existir, enfim
Não me deixe triste assim
Quando estiver deixada à própria sorte
Pensando desesperada na morte
Esse seria também o meu fim.

Essa vida, essa vida é mesmo danada
Apronta com a gente por quase nada
E tá montado o furacão.

E você, quem diria que você um dia
Fosse marcar tanto a minha vida
A ponto de ser meu estrago ou solução.

E eu insisto, eu insisto apaixonado
Querendo você do meu lado
Pra suportar qualquer tensão


Mas não há, não há um só único dia
Em que eu não pense na minha vida
Como um caso de solidão.



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