segunda-feira, 29 de abril de 2013

A pior condição em que se pode estar é ver seu futuro ir embora e você tentar de tudo, mas não conseguir salvá-lo.
A pior situação que se pode ter é sofrer por perder perspectivas que te movem.
O pior sonho que se pode ter é o pesadelo mais assustador sendo sonhado com frequência.
A pior realidade que se pode viver é aquela cujo pesadelo maior acontece.
O ser mais miserável que pode existir é aquele que sofre de tudo isso ao mesmo tempo.
A pior vida que se pode ter é aquela em que se deseja a morte como menos dolorosa que o resto que sobrar da vida.
Mas a fé nunca me cuspiu, ainda que eu não tenha mais o que pensar.
Meu Deus, por que isso sempre se repetiu tanto na minha vida?

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Hand.

I praise with a trembling hand
I wish to be in another land
I wait with faith for so long
I wish to be holding your hand.
I hold my breath alone
I wish to be in another land
I dream with the day I'll be going
'Cause I wish to hold your hand.
Day after day
Hour after hour
Eyes in eyes
You and me.
Sometimes I fall down more and more times.
I got my heart crying again
But I wait with faith for so long
'Cause I wish to be holding your hand.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Juventude transviada

Andei por entre os becos ontem.
Vi na luz as faces arredondadas das pequenas pessoas.
Eram pequenas por serem jovens, e pequenas de alma também.
Não ligo se estou julgando, opinião sempre julga.

Não me parece motivo de orgulho.
Antes, uma solicitação para ser livre
Se prendendo da realidade através do álcool
Inconsequente, realmente inconsequente.

Quantos daqui não vieram só pra isso?
Pra pensar que a vida toda é um fardo e as férias são aqui?
Quantos não vieram para curar os próprios desesperos existenciais
Mas assim, existindo pra se destruir?

Parece que a graça da vida é a morte
Parece que está na moda ser fulgás.
Jovens, perdidos desde cedo
Precisando de alguém que lhes puxe para andar.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Why don't we just laugh instead the hurt?

Why do you run
If i come to stay with you?

Why do you hate
If we fall in love day after day?

Why do you cant support now
If I'll be back forever?

Why do you cry
If I try to make you laugh?

I don't want to question anymore,
And I don't need same answers
I just want you to know...:

You're my best morning star
You'll always be
I would like to know
How to heal your pain
I would like to know
How to love without suffer you.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Por favor

Por favor, não vá.
A única luz que me aquece de verdade é você.
Eu sobrevivi ao frio pensando no seu calor.
Eu sou assim mesmo, dedicado e fiel.
Não gostaria de me revoltar com as frases do Pequeno Príncipe.
Não gostaria de perder quem eu amo.
Nem gostaria de fazer sofrer quem eu amo.
Eu pego todo esse sofrimento, se você quiser.
Te dou uma trégua da dor, enquanto eu fico carregando ela.
Mas por favor, não me deixe aqui.
No meu futuro só tem você
Eu não tenho mais peças pra jogar.
Eu só sei amar
Amar você.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Por favor, me diz que tá tudo bem, me faz sentir que tá tudo bem...
Apenas me tira desse medo de te perder!

'Cause I believed when whe sang "With your strenght, I am stronger..."




Chegar a um momento da minha vida e escutar de algum aviso teu algo como "What is wrong with me?"  é o mesmo que uma bomba explodir na frente do meu coração.
Eu continuo lendo o que você escreve desejando que o texto do dia seguinte seja algo realmente bom.
Eu tenho em você a minha única certeza. A minha fonte de esperança, a minha companheira de fé. A minha vitória final.
Eu te tornei no meu símbolo de resistência, meu escudo contra qualquer tiro e agora, onde você está?
Quando os teus olhos me davam acolhimento e sua voz me disse pra ser forte e que tudo ia ficar bem, eu acreditava e seguia em frente com toda a determinação como se segue a uma ordem de um tenente superior. Eu sou o soldado dessa vida. Cada dia é uma batalha, minha vida nunca deixou de ser uma guerra. A todos os momentos eu venho tentando conquistar cada espaço, enfrentando cada trincheira apesar do medo de me ferir.
Eu aceitei isso porque eu acreditei que poderíamos vencer. Bem, eu não sei onde você se escondeu, mas eu sigo. Eu não sei se você vai reconhecer minha face depois que eu voltar do outro continente, mas eu vou voltar.
Foi você quem me deixou.
Será que não era pra ser nada disso? Será que eu desejei errado? EU NÃO SEI! Eu estou desesperado.
A mim só restou lutar, mesmo sem nem pra que.
No final, quem deve ser punido sou eu
Um soldado não deveria se curvar a uma flor e eu me curvei quando você passou a existir pra mim.
Eu fui além do que os outros podem ser só por dar mais uma chance ao que eu antes havia decidido enterrar pra sempre.
O céu está cheio de aviões caindo e o chão é um mar de sangue e poeira.
Os corpos deformados me avisavam do risco da derrota, e mesmo assim eu segui em frente por você.
Mas eu sei que eu vou voltar.
E se um dia eu não me recuperar
Ou mesmo tombar pra sempre em alguma ferida sem cura,
Eu apenas gostaria de dizer que te amo e que isso se tornou algo que eu fiz por você.
Tudo porque eu acreditei que você suportaria por acreditarmos demais em nossa vitória.
Onde está você?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu estou apaixonado.

Ainda que a lágrima desça
Ainda que a ausência pareça existir
Ainda que a dúvida te visite
Não pare.

Você
Sim, é você.
Mais ninguém no universo.
Sabe o quanto isso significa pra mim?

Você colocou as melhores músicas que nos lembram na sua página
E escreveu os sentimentos mais sinceros para eu ler
E depois me disse que há coisas que podem doer mais do que o que te faz bem
Você tem medo de sofrer e acredita que o sofrimento começou.

Lá estão as pessoas, apenas esperando pra te dizer ago como o prazo de validade de um sentimento bom.
Enquanto eu estou aqui, escutando My Bloody Valentine pra me sentir um pouco mais perto de você.
Lá estão os homens fazendo piadinhas pra te fazer percebê-los no meio de tanta angústia desse processo inicial
E eu estive te apresentando com meu inglês ruim as suas músicas pra gente estrangeira que afirmou o que eu já sabia: você é maravilhosa.

Sabe, você pode decidir algo pra me deixar de lado. Pode tentar me esquecer e preferir isso. Eu confesso que não esperava essa posição. Não queria, por exemplo, que nunca passasse pela sua cabeça que você na minha vida faria parte de um ciclo que poderia ter chegado ao fim. Eu não quero pensar que você possa ter pensado nisso.

Mas eu tenho uma coisa a dizer.
Sabe, eu me apaixonei de verdade por uma pessoa ultimamente. Digo mais, eu já era apaixonado e fiquei mais ainda.
Essa pessoa me fascina já há muito tempo e nos últimos dias que eu tenho vivido perto dela, sinto o quanto poderíamos ser felizes se ela soubesse como lidar quando ouvisse que eu a amo.
Ela tem os olhos mais lindos que eu já vi.
Tem um cabelo confuso, uma boca linda.
Uma alma linda. Ela é melhor que pessoas que acham que não conseguem atravessar o marasmo.
Ela se chama Katty Winne, uma menina que eu amo e que me fez sentir segurança em buscar uma vida pra nós. Eu quero que ela saiba que, se eu estou aqui, é pra isso. Você pode dar um recado à ela? Mesmo que você pense que me deixar durante esse tempo seja algo que te conforte, eu preciso que você diga à ela com toda a sinceridade do mundo: eu não pretendo desistir, ainda que eu me sinta só e incapaz de fazer as mesmas coisas que eu fazia antes.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Hoje eu acordei deprê.

Hoje eu acordei deprê.
Não sei se é algo que a medicina resolve.
Nem quero saber.
Não quero ter que abrir os olhos.
Eu não quero ver a luz do sol.
Eu não sei quais as cores da manhã.
Nem pretendo saber.
Eu não lembro do gosto da maçã.
Eu não penso em provar.
Hoje eu acordei deprê.
Eu não sei por onde vocês andam
Eu nem sei se quero saber.
Eu sinto frio por falta de um abraço
Mas talvez o frio é algo que eu goste.
Não me interessam os pássaros amando, as folhas caindo, o disco tocando, alguém sorrindo.
Não me interessa o medo da guerra ou o desejo da paz.
Nem o calor mais fugaz.
Eu não quero conhecer o culpado nem a vítima.
Eu nem mesmo sei o que querer.
Enfim, hoje eu acordei deprê.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ação x Estrutura: pelo que você é determinado?

Você já parou pra pensar no alcance que tem as próprias ações? 
Já parou pra pensar se a vida é fruto de uma vontade ou de um contexto? Dito de outra maneira, você acha que você pode ser o que quiser ou o já nasce com o futuro predeterminado devido às dificuldades do local onde nasce?
A academia costuma separar isso em dois conceitos extremos que guiaram por muito tempo a análise sobre a história de vida das pessoas: a Ação e a Estrutura.

Fazer as coisas mediante o reconhecimento do poder da Ação significa perceber o indivíduo como cheio de possibilidades, sem considerar tanto o meio do qual ele faz parte. O indivíduo acaba sendo livre pra fazer o que quiser, se inserir no meio social de maneira planejada e seguir em busca de conquistas planejadas. É uma crença de que ele é livre e pode fazer o que quiser.

Por outro lado, fazer as coisas mediante as influências da Estrutura significa perceber o indivíduo com várias possibilidades de ser alguma coisa, mas sempre reduzido pelo contexto de onde faz parte. Já não interessa a máxima de que ele pode ser o que quiser, pois isso soa falso quando ele surge numa realidade que o limita: seja numa escola de baixa qualidade que o impede de aprender outros idiomas pra poder realizar o sonho de viajar pra fora, por exemplo, seja numa classe social que o coloque desde cedo num ritmo de trabalho que o impeça de se dedicar aos estudos, por outro, ou mesmo seja a vida miserável que tem e que não pode sequer dormir num lar e se alimentar bem.

Assim, diante desse dilema da vida, qual tem razão? Afinal, podemos ser o que quisermos ou já nascemos com nossas limitações? Ação x Estrutura, quem tem razão?

É fato que não podemos negar o nosso contexto. Na verdade, se queremos sermos algo diferente de onde nascemos, é porque o nosso próprio contexto de onde nascemos já está incidindo sobre nós, seja fazendo nos resignar a vivermos sempre no mesmo lugar ou a nos tornarmos tão insatisfeitos com esse lugar, que nos faz irmos em busca de outra realidade, outro espaço, enfim, outro mundo que nos caiba devidamente.
Portanto, nossa ação jamais será exatamente livre de nosso contexto, pois pra que tenhamos consciência dela e nos lançarmos a outros lugares, é porque nosso contexto nos fez ter tal motivo. Mas isso não significa que o contexto nos prende e que, por isso, não podemos sermos o que quisermos.
Justamente por termos alguma insatisfação com nosso contexto e desejarmos rompermos com essas amarras, é que nosso poder de ação se faz presente. Em formato de força de vontade, nos orientamos a escolher entre se resignar ou buscarmos um lugar diferente. A história humana está cheio dessas ambivalências, escolhas entre o ir e o ficar. E escolher é uma dádiva eminentemente humana. 

No final das contas, você pode fazer o que quiser, mas não porque não tens uma estrutura que te moveu a fazer isso, mas justamente porque você a teve. As determinações existem, mas cada uma tem seu grau no indivíduo, cabendo a este estar ciente disso e, portanto, não esperando ficar refém das superstições resignatórias, a não ser que seja de sua vontade ser só mais um.

É por isso que, nas histórias da humanidade, são mais brilhantes aquelas de superação. Quando, mesmo diante de dificuldades, houveram pessoas que alcançaram extremos de conquistas. Pessoas que superaram pessoas medíocres.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013

Ele veio pra revolucionar.
Este será um ano dedicado à consagração, em diversos âmbitos. Respirar, amar, estudar e produzir sempre foram os pilares da minha vida. Certamente me acompanharão. Eu já tenho um amor, um objetivo de estudos, uma ideia do que devo produzir. Serão músicas, eventos, textos, livros sobre tantas coisas!
Mas esse ano já não é o de procurar sentido, como o anterior. É mesmo o de partir em direção à luz vislumbrada nesse horizonte pouco claro que foi 2012. Portanto, eis meus objetivos mais prioritários:

Aproveitar a oportunidade de adquirir conhecimento em Coimbra e viver os meses mais acadêmicos da vida.

Voltar em agosto, renovado perante a produção científica, encaminhando para o final do ano o TCC concluído e o projeto de mestrado pra 2014.1 em algum lugar do país, preferencialmente Recife. Publicar artigos sobre música independente.

Gravar e apresentar pro mundo o som da Pormenores.

Manter o nível de desenvolvimento da Subpop até que se lance no mercado em 2014.

Promover e apoiar eventos de sustentação à cultura local.

Cuidar da minha Winne.

A agenda, portanto, já começa lotada. É bom, pra começar a todo vapor.
PARTIU PRA VIVER!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Rápida Apresentação dos Caminhos Gerais da Teoria Social

As teorias sociais brotam no seio de determinados campos da sociedade e, basicamente, pouco se costuma sistematiza-las numa única linha explicativa, de tal forma que os trabalhos acadêmicos suportam quase sempre no máximo uma linha teórica por produção. Isso se deve ao fato de, em cada trabalho, haver a necessidade ainda de se discorrer o esclarecimento quanto ao objeto e metodologia empregada, além do fato de que todo trabalho acadêmico precisa recortar um determinado ponto da realidade para sua análise. No entanto, não nos viciemos a isto: já houveram sociólogos que decidiram pensar (ou desejar pensar) a sociologia de um ponto de vista de longo alcance, na ambição inclusive de deixar disposto didaticamente um conjunto de leis gerais que governam a humanidade. No embate de visões historicistas contra positivistas, essas ambições foram muitas vezes desconstruídas e reconstruídas. Ao longo das décadas de desenvolvimento das ciências sociais, portanto, vários tentaram contribuir para a ciência, seja em seus próprios métodos e teorias, seja na adaptação de teorias anteriores. Hoje, por conta de tudo isso, dispomos de diversas teorias que se encaixam – ou não – umas nas outras, e é sobre este fato que tento discorrer aqui.

Na infância dessa ciência, o pensamento era confiado na capacidade da total compreensão do mundo a partir da razão. Esse racionalismo foi base fundamental para o desenvolvimento da corrente filosófica do positivismo, e consequentemente, da ciência positivista. Isso implicou no fato de que vários sociólogos dessas décadas se ocupassem em querer estabelecer explicações gerais sobre a sociedade, estabelecendo leis sociais que valessem em qualquer campo considerado social. Nos anos seguintes, caminhando para a adolescência da sociologia, vimos uma ciência cada vez mais preocupada com seus métodos, ao passo que critica as relativas explicações fáceis do positivismo. Assim, a ciência adolescente se critica, não aceita que a realidade seja produto da natureza como os processos químicos e físicos, pois a racionalidade humana é de propriedade de todos, cientistas ou não, e isso faz com que se pense que os homens do mundo não são apenas sujeitos reativos e predeterminados roboticamente a servirem sempre segundo as leis sociais. A constatação disso, e consequentemente negação da argumentação relativamente simples da linha positivista, fez com que emergisse a necessidade de considerar o contexto e o sentido das ações sociais entre os indivíduos, para só então compreender como as relações sociais passam a ser determinadas (ou influenciadas), cada uma de acordo com sua expecificidade. Essa necessidade de considerar fatores históricos fez com que a ciência se tornasse mais modesta do que quando era ambiciosa, e abriu caminho pra uma série de novas teorizações – e críticas.

A primeira parte da fase adulta da ciência tinha em vista revisar todo o debate travado entre positivistas e historicistas e, a partir daí, buscar alguma forma de conciliação ou mesmo terceira via da teoria social. Diversos autores, durante toda a primeira metade do século XX, vieram a desenvolver teorias de ordem microssociológica como o estudo de representações sociais, comportamento e organização social. Parsons, Goffman, Simmel , entre outros, buscavam compreender a sociologia a seu modo, desenvolvendo argumentações anteriores e propondo novos problemas. Mas um embate continuava sendo explícito, filho das problemáticas entre positivistas e historiadores: era a luta estrutura x ação. Essa luta seguiu-se para a segunda metade da fase adulta, no qual surgem como expoentes do estudo autores como Pierre Bourdieu, Anthony Giddens e Norbert Elias. O primeiro, resgata um pouco da tradição das teorias sociológicas clássicas, buscando resolver o impasse da relação entre estrutura x ação. Sem dar muito espaço para o domínio de um sobre outro, estabelece o conceito de habitus para servir de possível via de trânsito entre as duas extremidades (o indivíduo, de um lado, e a sociedade, de outro). O liquidificador teórico da argumentação de Bourdieu continua atual, apesar de haver críticas a este quanto à ambição de dar conta da sociedade do mundo como os pensadores clássicos. O segundo autor, caminhando na mesma preocupação para resolver o impasse, desenvolveu o conceito de estruturação (Estrutura + Ação) da sociedade. Apesar de não ser um conceito facilmente claro, as argumentações de Anthony Giddens continuam sendo atuais e seguindo uma nova linha de preocupação sociológica no porvir de nossas próximas décadas, qual seja a de ordem pós-estrutural, pós-moderna ou crítica da posmodernidade. O terceiro autor tenta não entrar no embate direto da relação estrutura e ação. Mas para ele, é fundamental manter-se no questionamento das implicações da sociedade perante o indivíduo e vice-versa. Para isso, estabelece na conceituação das configurações sociais uma forma de perceber que tensões sociais existem nas relações, e estas tensões não devem passar despercebidas pelo olhar frio da ciência social. A lógica de compreensão do conceito de figuração se apropria, portanto, da unidade fenomenológica do indivíduo, por um lado, e das características moldadas e moldadoras da sociedade ao qual ele está inserido, por outro.

Tanto Elias, quanto Bourdieu, quanto Giddens, Parsons, Goffman, Simmel (e outros não menos importantes como o filósofo Michel Foucault, os fenomenólogos Harold Garfinkel, Alfred Schutz, a escola de Frankfurt) além dos clássicos autores das ciências sociais (Durkheim, Weber, Marx) e seus filósofos precursores (Saint-Simon, Comte, Nietzsche, Hegel), contribuem diversamente, ora despontando para outros assuntos, ora tentando resolver os embates teóricos mastigados por décadas, para o grande prato eclético de saladas teóricas das ciências sociais, no intuito de estabelecerem formas de pensar para cada fenômeno da vida social, que é igualmente eclético. A constituição subjetiva do indivíduo + a inclusão dele na sociedade e sua disposição para agir socialmente + a configuração que ele estabelece num meio social, seja para influenciar ou ser influenciado ou ambos os acontecimentos + o modo como ele se comporta em busca de seus objetivos + as regras preestabelecidas no meio onde vive + as relações objetivas que implicam na moldura das formas de expressão, além de influenciarem sua representação de mundo + as teorias sociais gerais, estruturadas ou construídas no dia-a-dia são assuntos pertinentes e que, apesar de serem de difícil fôlego para um único pesquisador dar conta, juntas somam o que há de possibilidades da sociologia quanto à compreensão do meio social, seja ele local ou universal.

É por isso que a sociologia é uma ciência rica e talvez a mais fantástica de todas.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

I Don't Know.

I don't know how tomorrow will be
Don't know who I am today, or until when I will be.
I Just know I am walking in my truth.

I don't know how many times I'll get myself confuse
Don't know say that everything's the same.
I just know what to wish today and today I'll work for it.

I Don't know if the fact of don't know will separate us
Or if it will save us.
I just know I'll love you even if you go.

'Cause you can go, but my feeling no.
I don't know.
But I know.

I don't know about weather
I don't know about speed
But I know time change us all the time.

We're slaves of time.
But we don't have to down or heads for it.
I don't know exactly how,
But we need to react.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

If it could be ok for you...


I'm walking through the whole night
I'm seeking for my partner's soul
I crossed all the kinds of life
And I'm still wondering where'd you go

If I sing a sad song tonight
Is because I wish you to know
I've missed you all this time
I think I like you so.

That's why I'm back today.

I've got myself looking from the edge
I've got myself aiming against the sun
Trying to train things that has come undone
Just to never be blind again.

Just want to be everything ok for you
To be good for me too.
That's why I am here
Giving a new chance to believe.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A brand new way to take me off the pain


Confess that I'm a little bit afraid.
Sometimes things aren't the same
It's part of life living coming and going
'Cause rise and fall are the faces of the same coin

But your eyes hang me out of the pain
They withdraw me from fear
They put me a subtle smile again
And they set me to a brand new way
I feel.

It takes me off the pain
And under the rain
When I see your smile again
It takes me off the pain

Although you couldn't ever understand
I heard you voice telling me everything's ok
I think I've found my faith factory
Yeah, and you've been opened up this gate


'Cause your eyes hang me out of the pain
They withdraw me from the fear
They put me a subtle smile again
And they set me to a brand new way
It's real


It takes me off the pain
And under the rain
When I see your smile again
It takes me off the pain

sábado, 8 de setembro de 2012

Goodbye, my Little One.

Goodbye my Little one, goodbye.
Someday you would really die.
I know, but maybe you not.
Goodbye, my little friend, It was your time
You went to another world, I expect.
For a long time since you've gone, I've wept.
Now I'll never find you again
Never find again.
My comfort is in the forget of our lives
In the forget of the present pain.
But you'll always be here inside me
Until the day I die as you did

Goodbye, my little Sivuca.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Realidade Sartreana e a Minha


Questões árduas (como a do post anterior) a parte, é fato que as sementes sartreanas já começam a germinar - se não ainda pela ciência, mas já pelo pensamento em geral. E aqui é aonde entra minhas reflexões sobre o Filósofo.

Costumo dizer que sou amplamente influenciado por Nietzsche e Sartre. Ainda por não ter lido suas obras por completo, posso dizer que algumas opiniões desses pensadores com as quais tive contato me puseram em estado de reflexão e passei então a submeter cada novo aspecto captado da realidade aos ensinamentos desses dois grandes filósofos. Creio que os tais foram sobras de um pensamento moderno que se confiou demais numa forma de alcançar o conhecimento que se mostrou tão salvadora quanto destruidora da humanidade, e por isso talvez haja alguma "pureza" nesses dois intelectuais que, ainda muito criticados, mostraram caminhos alternativos de ver a realidade, seguindo na direção contrária de uma modernidade ao qual já tentaram enterrar com o sufixo de pós.

Diante disso, ao ler Sartre, vejo quão nova e problemática é a sua proposta. No entanto, vejo também muito de sua validade. E nesse debate, crio meu próprio conceito do que é a realidade.

A primeira coisa que se deve ter em mente é que a realidade é um produto de diversos âmbitos: a realidade social, a realidade da natureza, a realidade da relação homem-natureza, a realidade até metafísica (para não dizer espiritual). Se todas elas forem classificadas enquanto elementos que constitui a Realidade-mor, vai ser mais fácil de compreender. A realidade humana certamente não é a natural. A realidade de um animal não é a realidade do espírito (que é um conceito abstrato, instrumental, do qual não quero me ater para provar existência. Se digo que o espírito se trata de uma realidade, é porque tal categoria deve sua existência pela experiência). Não é da Realidade (enquanto conjunto de realidades) que estamos querendo dar conta aqui, porque cada uma tem sua própria forma de ser produzida, portanto, o conjunto precisaria ser depurado por completo. Aqui, é mais importante tentar compreender a realidade que nos cabe, a saber, a das relações homem-natureza e homem-homem.

A relação homem - natureza: o homem se utiliza da natureza para objetivar suas vontades, construir o que lhe é necessário em termos de uso e de expressão. A realidade de uma cadeira, de um talher, ou uma obra de arte, portanto, são determinadas pela sua ideia em contraste com a objetivação. Nem sempre um produto da natureza pode ser 100% do planejado pelo homem, pois no caminho há fatores limitantes. É por isso que se justifica, por exemplo, as centenas de tentativas de fazer o primeiro avião voar de verdade. Uma ideia só se torna real, portanto, quando objetivada. Ou seja: a realidade da relação homem-natureza não está na sua concepção virtual da memória, mas na sua construção, e a partir de então, das consequências que tal construção pode ocasionar: diversos tipos de cadeira, diversos tipos de talheres, diversos tipos de veículos, todos se adequando agora ao gosto do consumidor. A realidade aqui nada mais é do que um produto mediado entre a percepção da materia prima e sua realização naquilo que se pretendia criar. Em outras palavras, a realidade no âmbito homem - natureza é o construto físico do pensado, o qual, por sua vez, fora de sua realização física, não se pode dizer real.

Algo parecido surge na realidade criada pela relação homem-homem: o real é aquilo que se vê, porque o fenômeno observado é por si justificável. Só que o real na relação homem-homem, a realidade muda a cada experiência adquirida. É como se fosse a teoria antropológica da evolução humana: se temos uma linhagem evolutiva explicada pela ciência, a teoria pode mudar caso encontremos um novo tipo de ancestral a qualquer momento.  E a realidade anterior deixa de existir para dar razão à nova. A realidade aqui, no fim das contas, é uma produção social que envolve tanto a reflexão da mente humana quanto a experiência vivida. Uma opinião sobre qualquer coisa tem tanta realidade quanto outra opinião. A verdade se constrói pela legitimação, dado ou pela comprovação empírica (que pode ser sempre superada por outras comprovações empíricas a qualquer momento) ou pelo convencimento retórico. Nesse caso, a realidade no âmbito da relação homem-homem não é duradoura, é instável, e pode ser atualizada sempre que a minha opinião sobre você mudar ou for cada vez mais corroborada. A experiência de nossos dias dita o que é o real. Se sua mulher lhe trai e você não percebe isso, a sua realidade é que ela é fiel. E se você descobrir que não, uma nova realidade passa a existir. Por isso tudo o que vemos é real, até a ilusão antes de ser descoberta como algo falso. 

Diante disso, conclui-se que existem dois tipos de humanos: aqueles que não se preocupam em apreender o real e aqueles que se preocupam. Apesar de realidade ser o que se vê, há aqueles que não se conformam com a realidade do que já descobriram. E querem sempre descobrir mais, revolucionar-se interiormente a todo momento, atualizando a realidade através de estudos, leituras e reflexões. Este grupo dos inconformados é aonde se insere os formadores de opinião sérios, os filósofos e demais seres influentes de outras cabeças. Portanto, a realidade apresenta degraus, apesar de não haver limites. Ela é o que conhecemos, e isto tem a ver com o saber. Quanto mais se sabe, mais se enxerga o real. Nesse caso é possível que alguns homens tenham mais visão da realidade do que outros, e podem legitimar isso com a prova empírica ou mediante o convencimento pela retórica, mas nunca deverá negar que o ignorante também tem uma realidade, cabendo a este ignorante decidir se ele quer beber um pouco mais de realidade ou ficar na sua própria, por questões sociais e/ou subjetivas.

É isso.

A Realidade Sartreana e a contemporaneidade.

O Existencialismo não é só a moda do século XX. Diante de toda a crise da modernidade instaurada pelos avanços tecnológicos alcançados pela guerra, surge um novo modelo de pensamento desconstrutivo dos demais que é tão forte quanto o efeito Nietzsche quando escrevia no final do século XIX. Assim como o filósofo alemão influenciou todo o século posterior, parece-nos que Sartre plantou no conjunto de décadas dos anos 1900 para colher também no século seguinte. E não sabemos se vai parar. 

Para falar a verdade, freios imediatos já vieram, desde que o Existencialismo Sartreano foi imediatamente classificado como uma forma de pensamento negativo. Ora, em O Existencialismo é um Humanismo, o autor  mostra as acusações e segue argumentando diante de cada pedrada. Sinto, para além dos críticos da corrente filosófica em questão, um gosto na ciência que exclui não só o conceito de realidade de Sartre, mas o existencialismo em si. Também pudera, resgatar a lógica de construção da realidade enquanto um problema de ordem essencialmente fenomenológica ao passo que reduz o cartesianismo - um dos grandes ingredientes científicos da moderna cultura ocidental - é praticamente negar o que a ciência busca desenvolver: uma construção sobre o que é real para todos, ou seja, uma construção de conhecimento que seja oficial, legítimo, universal. A desconstrução da realidade pela corrente Sartreana, bem como a proposta de Nietzsche, parece muito bem ofensiva em relação aos tais cânones defendidos pela ciência, classificando-a tão somente a uma opção de tratamento do conhecimento tão válido quanto religiões. 

É certo dizer que essas formas de pensamento da filosofia podem influir muito na construção posterior do processo de construção de conhecimento mediado pela ciência - vemos isso ao sentir as influências de Weber em relação a Nietzsche, e Durkheim em relação a Comte e a outros. Diante disso, é possível percebermos agora um encaixe da filosofia Sartreana no processo de construção científica de nosso século?

Se o ser de um existente, tal qual nos prega Sartre, seria precisamente aquilo que parece e não existiria nenhuma verdade fora do fenômeno, o quão dessa teoria poderia criar novas comunidades científicas, ou ao menos novas teorias nos campos da ciência, sobretudo as sociais? Pergunta difícil de responder, porque estamos no centro do furacão. Daqui a algumas décadas, talvez, poderemos captar o que é que tem havido de Sartreano na ciência - se é que tem havido algo.

sábado, 11 de agosto de 2012

Apenas Sentir.



A realidade dói toda vez que eu sonho com você.
E mesmo que eu não queira sonhar,
Mesmo que eu não queira sofrer,
Não adianta.
Porque os sonhos ferram a gente?
Porque eles simplesmente não mostram a verdade?
Ou mesmo pequenas mentiras, das quais é possível esquecer.
Porque eles produzem exatamente mentiras sinceras?
A sina dos apaixonados é sempre sentir.
Seja isso sofrer ou amar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Essa gente esquisita...

Vai embora de vez e não me pergunte mais se está tudo bem
Um dia você verá pelo meu olhar o quanto o céu serviu-me de paz
Enquanto você ia embora no horizonte daquela imensidão
Acho que você errou ao pensar que eu ainda iria te querer.

Eu realmente me sinto bem fazendo acontecer a minha própria vida
E de repente dá um medo dessa gente esquisita
Eu não quero sair do quarto mais não
Até que eu me certifique de que não há nada que me faça parar.

Quem sabe o esquisito sou eu
Em não me conformar com sofrimentos.
Em manter no pensamento
Aquilo que sempre traz você aqui.