São vidas em jogo que não querem, mas te fazem jogar
São léguas da miséria e das chuvas de verão
No seu mundo não há problemas quando
Os seus problemas se resolvem com especulação.
O perigo não é você existir
O perigo é o silêncio de uma oposição
Que espera nos curvarmos calados e assim desistir
Enquanto o partido reclama status de diferente na eleição.
Que por conta desse percalço
Não tenhamos medo de andarmos descalços
Quando mais precisarmos de pés pra continuar
E que uma hora ou outra
Possamos convencer mediante luta
Que mais vale a vida do que qualquer forma de lucrar.
sábado, 28 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
É grave, doutor!
A situação é grave, mas a mais confortável.
A situação é séria, mas a mais sorridente.
O trocar de nossas palavras são a estrutura de todos os meus bons dias
E na hora de dormir, por você não estar aqui eu fico doente.
E no dia seguinte é mais que eu quero
E toda ambição que eu consigo ter
É poder estar perto de você.
É ter segundos a mais de atenção com você.
Eu sei que isso me destrói, mas é também o que me constrói.
Eu sofro, me nego, minto, sinto, mas não consigo ser diferente.
Eu simplesmente te sigo
E não consigo nada além disso.
E no dia em que você se for,
Vai ficar uma porta aberta
Como se algum dia você esteve aqui.
Como se algum dia eu fizesse parte de ti.
Vale a pena o risco do sofrimento pelo prazer?
Ou simplesmente o nada é o que faz bem?
Nem sorriso nem lágrima, só o silêncio?
Ou a confissão que custa caro no nosso coração?
É o que tento descobrir todas as vezes quando olho pra você.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Deixemos deste lenga-lenga
Estou cansado de ver milhões de frases feitas de autoconvencimento.
De ler livros de autoajuda preparado milimetricamente para os que têm medo da solidão.
Por Deus, ela é tão natural quanto o desgaste do fracasso conjugal!
Vivemos o tempo todo querendo tanto estarmos na vantagem em relação aos outros que isso se torna o cúmulo do egoísmo e o sinal doentio do pavor do fracasso social. - “Ai, todo o meu círculo de relações tem alguém pra si e eu sozinho aqui…”. Bobagem. Você não sofrerá por ninguém e ainda economiza na atenção para coisas que realmente vão te valorizar.
Definitivamente, o mundo não vai girar ao redor de você nem de ninguém que você eleja. Nem vai parar. Isso é coisa da cabeça confusa de alguém apaixonado(a), antes de sua cabeça se tornar um potencial lugar para se colocar outras coisas quando numa relação.
Enfim, eis a conclusão: Se meu desejo depende de mim, eu vou atrás até conquistá-lo. Se tem alguém no meio pra impedir, de que adianta espernear? O grande erro é fazer nossa felicidade depender dos outros.
Me diga, de que adianta sofrer por outros?
Os outros só devem nos servir pra trazer satisfação: seja de prazer físico, emocional, afetivo, existencial, de bem-estar social. A partir do momento que ocorre o contrário, vá direto na raiz do problema; é assim, prático mesmo!
Deixemos deste lenga-lenga de uma vez por todas. Enquanto assim for, amar a nós mesmos nunca será o mesmo que amar outros. Prefiro amar a todos, sem medo de ser feliz, de ficar só, de sempre voltar pra casa com frio. Só a certeza de que eu amo e vivo por isso já é o suficiente para existir sem conflitos.
O verdadeiro amor não ambiciona nada em troca: sequer o teu olhar por um segundo, sequer o preço pelo teu sim a se pagar com um coração magoado por um “não”.
Deixemos deste lenga-lenga, amigos. E vivamos em busca do que realmente nos faz bem, que certamente não é encontrado aonde nos faz mal.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Amor: meio de um fim, fim do meio.
Esse texto é de propriedade filosófica.
Se num dado relacionamento, vale mais o meio (os momentos de convivência com outrem) do que a finalidade (a consequência disso, ou seja, a reprodução, a constituição familiar e a não-solidão), então porque as pessoas se frustram tanto quando tal finalidade se vê impossibilitada por um término de um relacionamento? Não seria melhor compreender o término enquanto lembrança dos bons momentos ao invés da insatisfação pela não-continuidade?
Se for para combater a solidão, então isso não é viver como dois, mas sim apropriar-se do outro para satisfazer o próprio egoísmo, motivado pelo temor de ficar só.
No fundo, o egoísmo é uma advertência natural sobre nossas próprias necessidades. A necessidade extinguir a solidão, por exemplo, gera a vontade de ter alguém e consequentemente o medo de perdê-lo.
Nesse sentido, o egoismo é uma predisposição que se desenvolve em algum grau dentro do indivíduo numa dada situação.
As religiões buscam domar sentimentos como o egoísmo por interpretarem-no como um mal. Outros preferem ver nele a vontade de potência necessária para suportar o mundo e atingir objetivos valorosos do ponto de vista racional.
Em vias de conclusão, existe no mundo duas formas básicas de concebê-lo e vivê-lo - e sempre estamos lidando com isso mesmo sem perceber: 1) Considerando os meios, 2) Considerando os fins. O primeiro se dá mediante o sentimento. O segundo, mediante os objetivos racionais. Apesar da valorização maior em um do que em outro, ambos estão intrinsecamente ligados e caso sejam separados, são simplesmente incompletos.
Portanto, não pode existir o AMAR POR AMAR, da mesma forma que não há sentido no EXISTIR POR EXISTIR. Além disso, negar um em detrimento de outro só gera desequilíbrios e patologias ao espírito. ENTENDAM: Amar por amar carece de razão. E existir por existir carece de sentimento.
E por isso, uma advertência: o ato de amar e o próprio amor não podem ser considerados fins em si mesmos, apenas meios. Mesmo que não saibamos quais os fins que isso pode atingir. Agora busquem o equilíbrio e sejam felizes!
Se num dado relacionamento, vale mais o meio (os momentos de convivência com outrem) do que a finalidade (a consequência disso, ou seja, a reprodução, a constituição familiar e a não-solidão), então porque as pessoas se frustram tanto quando tal finalidade se vê impossibilitada por um término de um relacionamento? Não seria melhor compreender o término enquanto lembrança dos bons momentos ao invés da insatisfação pela não-continuidade?
Se for para combater a solidão, então isso não é viver como dois, mas sim apropriar-se do outro para satisfazer o próprio egoísmo, motivado pelo temor de ficar só.
No fundo, o egoísmo é uma advertência natural sobre nossas próprias necessidades. A necessidade extinguir a solidão, por exemplo, gera a vontade de ter alguém e consequentemente o medo de perdê-lo.
Nesse sentido, o egoismo é uma predisposição que se desenvolve em algum grau dentro do indivíduo numa dada situação.
As religiões buscam domar sentimentos como o egoísmo por interpretarem-no como um mal. Outros preferem ver nele a vontade de potência necessária para suportar o mundo e atingir objetivos valorosos do ponto de vista racional.
Em vias de conclusão, existe no mundo duas formas básicas de concebê-lo e vivê-lo - e sempre estamos lidando com isso mesmo sem perceber: 1) Considerando os meios, 2) Considerando os fins. O primeiro se dá mediante o sentimento. O segundo, mediante os objetivos racionais. Apesar da valorização maior em um do que em outro, ambos estão intrinsecamente ligados e caso sejam separados, são simplesmente incompletos.
Portanto, não pode existir o AMAR POR AMAR, da mesma forma que não há sentido no EXISTIR POR EXISTIR. Além disso, negar um em detrimento de outro só gera desequilíbrios e patologias ao espírito. ENTENDAM: Amar por amar carece de razão. E existir por existir carece de sentimento.
E por isso, uma advertência: o ato de amar e o próprio amor não podem ser considerados fins em si mesmos, apenas meios. Mesmo que não saibamos quais os fins que isso pode atingir. Agora busquem o equilíbrio e sejam felizes!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Sinais de existência.
Não sei o que se comemora numa data de aniversário. Realmente, o que há de se comemorar?
Primeiro: comemorar por termos sobrevivido aos riscos desse mundo e completado mais um ciclo numérico de existência? Nesse caso o mundo seria um inferno, não é?
Segundo: comemorar por percebermos que mais um ano passa quando olhamos pra trás e vemos que estamos cada vez mais distante do momento do nascimento e mais perto do período da morte?
Terceiro: quando alguém nos dá parabéns, qual é o sentido? A parabenização é uma reação a uma conquista. Mas eu não sou responsável pela conquista de existir. Minha mãe e meu pai sim. Não seriam a eles que se deveriam dar os parabéns (ou as lamentações rsrsrs) da minha existência?
Enfim, coisas que nunca vamos questionar demais porque está muito arraigado dentro de nós.
Só que eu utilizo cada ciclo de existência pra refletir sobre o que aconteceu de diferente entre essa e a última data. E aí eu percebo o quanto mudei, o quanto mantive em convicções e o quanto eu ganhei e perdi. No fim das contas, o saldo positivo é a prova viva de que tive sorte e caminhei bem nos últimos 365 dias. Em parte, vivi coisas boas por causa dos meus amigos e das pessoas que conheci durante este período.
Como não me sentir bem em ser quem sou justamente por isso? E se não fossem essas pessoas que tenho o prazer de conviver? Dos laços familiares aos laços mais frouxos da virtualização da vida, todos se constituem, cada qual com sua importância, um pouco em mim. Aprendo, admiro, critico e sou criticado, e isso faz com que cada contato que eu tenho seja uma contribuição valiosa no meu refinamento humano.
E nesse caso, como não pensar em todos aqueles que me fazem suportar absurdos tão cotidianos pra poder seguir em frente? Eles são parte da razão de luta e de desejos de correr atrás da vida. Absolutamente todos que tive contato, uma simples frase trocada que fosse, vocês todos são importantes na constituição do ser que eu sou.
Não me atrelarei à minha família, eles sabem (ou deveriam saber) que se não fossem seus ensinamentos, eu seria talvez o oposto do que sou. Esse post é mais para os amigos. Quero compartilhar a satisfação de tê-los encontrado, e com isso vivido experiências marcantes.
Aos meus irmãos quase de sangue @Wandsss e @_WillMachado, me sinto orgulhoso pelo crescimento conjunto desde a infância, pelas campanhas de movimentos sociais, os debates, as críticas e as piadas. Mantemos nossas convicções!
Agradeço também aos que, academicamente, me tornaram melhor. Todos os meus colegas de disciplina e todos os amigos que fiz na faculdade, com especial direcionamento ao grande @ronaldfar, cujas discussões e trabalhos desenvolvidos em conjunto reacendeu a esperança de que nós podemos abrir espaço dentro da Universidade para tratar coisas do nosso interesse também. Estamos pouco a pouco construindo nossas linhas de pesquisa e a equipe #infodigital é muito promissora. Sem contar que meu amigo @ronaldfar tem um espírito jovial e uma energia acadêmica que eu jamais vi! Um tipo ideal de professor.
Falando em tipos ideais, como não ressaltar o orgulho de ter conhecido este ano o tipo ideal de cidadão, na pessoa da querida @CanAlmeida? Sua indignação compartilhada com várias práticas absurdas e duvidosas no âmbito politico, além das opiniões poderosas sempre foram um motivo a mais para me espelhar e ter convicções da nossa função social política. Tive o prazer de conhecer pessoas como Candice nos encontros de Blogueiros e Tuiteiros, eventos mais importantes pra mim nos últimos tempos, não só pelos debates postos e pela dinâmica dos encontros, mas sobretudo pela experiência humana. Todos, da galera de União, Maceió, Arapiraca, Palmeira e Murici, sem exceção, estão construindo e legitimando aos poucos um espaço que considero fundamental para o desenvolvimento social e político de Alagoas. Me orgulho de fazer parte desse movimento e de ter conhecido todas as pessoas que o constroem. Como não admirar o estado de espírito do @Marques_jm, a eletricidade do @RaphaDoisreais e a poesia do qual sou eternamente grato por ter tido contato da minha querida @Karol_Coelho, que virei fã incondicional?
Também admiro profundamente, e quero ressaltar levando em evidência aqui, a luta do amigo @fleming_al por um estado melhor e menos corrupto a partir de sua paixão socialista, bem como a lucidez e bom senso invejáveis do @lulavilar, pessoa necessária para produzir ótimas reflexões em torno de questões polêmicas e cotidianas, além de se mostrar um ícone humano de qualidade inigualável quanto ao gosto literário.
Por fim, admiro os meus companheiros de banda, onde tentamos já há alguns anos conquistar nosso espaço mantendo a crença da importância da poesia junto a guitarras altas e distorcivas e ao meu grupo de projetos privados já em realização, formado pelo dom artístico do @jankaleb, figura ímpar de honestidade e dedicação, e à qualidade criativa da @kaahryne, com sua apaixonante imperfeição de pessoa doce e punk (rsrs). Acredito que os próximos 365 dias serão mais enriquecidos com a convivência com todas essas pessoas novamente, além de todos os outros que eu poderei ter o prazer de conhecer.
E no fim das contas eu entendi porque mereço os parabéns. Sim, mereço-os por ter, nesse ciclo, tido a sorte e a honra de conquistar relacionamentos com todos vocês! Eu realmente sinto que tive grandes conquistas durante este tempo em que nos conhecemos. Obrigado!
sábado, 19 de novembro de 2011
Os Bons Sonhos que Tornam a Vida da Gente Infernais
Não se sabe ao certo o quão maldito um sonho é. E obviamente não falo aqui dos sonhos que provocam objetivos, mas aqueles que provocam sentimentos. O tal do sonho prático.
Deus, não bastava o tempo todo passando a acreditar num sentimento de dependência? Assim que minha consciência me liberta e eu pareço encontrar a serenidade que precisava, veio a madrugada e sua criatividade tomou conta de todo o espaço de tempo que eu tenho desde o momento que fecho os olhos até os que eu abro. Não se sabe ao certo a origem dos sonhos. Não se pode apenas atribuir à experiência da vida prática. Afinal, qual o sentido dos pesadelos dos bebês? Sempre tem algo a mais que torna intensas as coisas familiares a nós. O sonho deve ser o meio de algo latente, uma verdade ou mentira embutida na consciência.
Mas nem sempre as coisas são reais. A propósito, quase nunca são. A propósito, um sonho é tão um fato não-realizado que se conceitua como uma potencialidade, uma possibilidade, uma esperança, um desejo. Não existem sonhos que retratem o que existe de verdade. Mas sonhos podem mudar uma realidade. Essa é a metáfora para aqueles que vão atrás de seus sonhos.
Nos últimos meses, mais forte ainda nos últimos dias, os sonhos tem se tornado uma maldição. Volta e meia eu sonho contigo. Volta e meia eu tenho contato contigo da maneira que eu queria ter de verdade. Só no sonho eu consigo de fato encontrar uma realidade desejável perante a ti, o que me fez querer dormir muito por um tempo. A verdade, no entanto, é muito mais fria. A verdade é que não passa de paixão. A paixão é, invariavelmente, a distorção da realidade. Uma supervalorização baseada na força de desejo que temos sobre alguém ou alguma coisa. A paixão brota de vários lugares, mas tenho minhas desconfianças de que ela se dá melhor projetada durante os sonhos. E ultimamente eles têm aprontado tanto comigo... Deus, o que é o sonho? Bom ou ruim? Não sei. Vai ver ele nem se pauta por isso. Existem sonhos bons e pesadelo e não tem como o que eu sonho contigo seja um pesadelo. Mas torna pesadelo a vida desperta, racional, sem o domínio da paixão, ou pelo menos sem a paixão aflorada pela minha crença de que nada existe mais.
Desculpa tentar entender o que eu sinto. Não sei até que ponto os sonhos mentem pra mim.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Reabilitação
Esta droga de comida foi minha benção nos últimos tempos. Sabe, eu devia aceitar cada colherada como se fosse a última.
Eu devia preparar minha própria forca.
Eu devia tentar arrancar essas asas que perderam a razão em funcionar.
Eu devia mesmo fazer o que eles querem.
Mas não sou tão fácil assim de aceitar as determinações. Não depois de eu provar pra mim mesmo (e até sinto vergonha disso) que os meus valores são os mais limpos diante dessa lama toda ao meu redor que é esse império quilométrico. Eu tenho uma razão de existir, eles não entendem.
Porque simplesmente não lhes convém.
O mundo começa agora, de colherada em colherada. Me alimento da insatisfação. Ela me impulsiona sempre pra frente, pra que eu nunca mais tenha de olhar pra trás.
Não amo quem achava que amava, na verdade amo mas não da maneira comum. Eu e ela teríamos uma vida arriscada. Eu me escravizaria novamente só pra fazê-la sorrir. Agora eu posso fazer o mundo todo sorrir, se eu quiser. E não ter de viver em função de pedir sempre alguma coisa em troca. Esse amor verdadeiro só é prejudicial se eu permitir. A escolha é minha. Opressora do jeito que é, mas é a minha vez, a minha maior liberdade. Eu escolhi ser insatisfeito.
- Que diabos está acontecendo aqui? Está tudo desmoronando! Supervisionem os prisioneiros nas masmorras!
Não preciso de fenômenos da natureza pra me deixar que o clima determine minha ação diária. Não mais. Fui eu que bolei esse plano, juntei as possíveis vantagens, me antecipei. Daqui, as coisas só dão certo com muito esforço e pouca deliberação. Os meios se tornaram mais importantes que os fins, ainda que os fins sejam sempre os objetivos de todos os meios. Me impressiona a vontade do instinto, a liberação dos sentidos nos torna mais humanos e menos máquina. Isso é garantia de felicidade alguma? Que felicidade? Essa eu só descobrirei depois de ter caminhado.
A vida começa agora.
- Atenção todas as unidades! Está tudo inundando, vamos todos embora daqui!
- Mas capitão, e os detentos?
- Eles não possuem asas, deixem que sofram!
O desespero nunca espera a esperança. A esperança está na serenidade de enxergar o caminho correto dentro do labirinto do desespero. Por sorte, meu planejamento não foi descoberto por eles ainda. Tem uma porta que só eu sei que os asas-cortadas se salvariam. E lá fui eu em busca de liberdade.
Meu maior conforto agora é compreender que eu não tenho mais certeza do que é bom ou o que é ruim. O que é certo e o que é errado. Não existe pressão. Não aceito mais regras. Daqui só a minha morte é quem determina algo sobre mim. E enquanto todos estão lá embaixo tentando resolver esse vazamento hidráulico, eu, aqui do alto da montanha de concreto, abro um sorriso e fecho os olhos para o destino. Agora sou só eu e você, companheiro.
Há muita coisa a se fazer. E eu sou o dínamo.
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