Quem é de Alagoas sabe como o incentivo à manutenção da cultura em nosso estado é insuficiente. Principalmente quando vamos pra outros estados e temos a sensação de termos saído da caverna de Platão. Não que nosso estado não produza cultura - temos grandes referências nisso, mas seu consumo é que tem se tornado um problema - se é por falta de capital social por parte da população, não se tem certeza, mas sobretudo acredito que seja por conta da pouca contrapartida de setores privados e do próprio estado em produzir meios de acesso a bens culturais como livros e maiores frequências de cinemas "cult".
Pois bem, isso se torna mais visível ainda quando, num meio onde há mais alfarrábios que livrarias, emerge a Bienal do Livro com suas centenas de editoras sendo comercializadas a preços diversos. Tive a oportunidade de estar lá nessa segunda-feira, pela minha segunda vez na vida. Foi hora de matar a saudade, e mais uma vez me apaixonei por tudo aquilo como em 2009. Que pena que a Bienal tenha de demorar tanto (eu acho, afinal, no fundo, só temos ela e a Internet para recorrer) para nos brindar com suas novidades. Gostaria de ter ido à palestra do grande poeta nordestino Jessier Quirino, também gostaria de ter tempo suficiente pra ir vários dias. Mas numa tarde apenas foi o suficiente, e consegui comprar isso aqui:
Esses livros vão me ajudar a fazer passar o tempo até a nova Bienal, ou até a próxima viagem à Livraria Cultura do Recife, que é uma referência de como uma excelente livraria deve ser. Abaixo tem quase todos os livros da minha coleção, com maioria dos livros comprados em eventos como a Bienal.
No fim das contas, acredito que eventos assim servem como um "boom" cultural pra Alagoas. Alguns dias daquilo que deveríamos ter constantemente em boas livrarias dispersas pelas principais cidades do Estado. São dias intensos de trabalho e dias de grande veiculação de pessoas, o que aparenta mostrar essa carência por parte da sociedade alagoana para bons livros, o que mostra que há SIM público consumidor de livros.
Por fim, convido todos a participarem desse evento incrível que é a Bienal do Livro! Muito provavelmente, se não fosse a Bienal, a minha relação com livros seria estritamente voltada às obrigações acadêmicas. É impossível sair de lá sem comprar nada. Mais do que o consumismo aguçado por parte de quem lê, é a oportunidade de conhecer coisas novas ou encontrar aquele livro que sequer está disponível para venda online. Se você jamais foi pra esse evento, crie coragem e verás que não sairás de lá o mesmo. A leitura transforma. A Bienal é a máquina que permite você se transformar.

É, ponha no mínimo dois anos pra ler isso tudo! kkkkk
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