Parem tudo por um momento nobre! Parem, pois eu também quero descer pela náusea que eu sinto da enxurrada de tudo que produz-se a nós, sobretudo, nada.
Aqui, onde as verdades estão colocadas ao mesmo tempo para o sim e para o não, eu me afogo e não tem ninguém pra me segurar.
Têm amigos que riem, inimigos que sentem pena e até senso de solidariedade. Se o que nos orienta nesse mundo é a definição de fronteiras para identificar quem é o que, já imaginou quando isso não existe mais?
Parem novamente tudo o que estão fazendo e prestem atenção!
Por um segundo, apenas um segundo, você já imaginou que poderia estar fazendo com o próprio tempo? Um clique fora é um adeus, um clique adentro é uma chance de ser feliz. As coisas se tornaram tão fáceis assim… Das coisas mais rápidas e superficiais às mais profundas que atingem o coração, qual a mais importante?
Que graça tem no sexo virtual se é mais belo a chance de se arriscar a receber um não ao vivo e é mais linda a vitória de um sim de quem você ama?
Estamos nos tornando superficiais demais. Não falsos, porque nossa superficialidade é sincera. Mas a nova condição das relações humanas nos tornam insuportavelmente vazios.
Agora sim, o recado está dado. Volte à suas atividades, volte às superficialidades que consomem horas que poderiam, quem sabe, servir para a criação de algo verdadeiramente sublime na vida: a eternização de tua existência mediante tua obra.
Você pode escolher entre morrer com o tempo ou se eternizar no tempo. As cartas estão dadas.
*Publicado originalmente em 19 de outubro de 2011
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