sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sobre a organicidade dos sentimentos



Pela última vez (ou uma primeira que já quero que seja a última, afinal tá interligado mesmo)! Sentimentos são orgânicos. São diferentes de valores. Eles se vão mais rápido, só duram dentro de um corpo humano, enquanto valores duram dentro de um corpo social. Diferentes de valores, que são possíveis por serem compartilhados, o sentimento pode existir (e sempre é assim) dentro de um único indivíduo.
Sentimentos e valores existem dentro do corpo humano. Eles se misturam e se tornam difíceis de serem separados. Mas não são a mesma coisa.
Valores têm algum nível de orientação racional. Sentimentos não.
Sentimentos têm um impulso quase que voluntário. Valores não.
Pela última vez, não nos esqueçamos disso.
E não nos esqueçamos de saber separar as coisas.
E não nos esqueçamos de que somos escravos dos sentimentos e dos valores.
E não nos esqueçamos de que contra os valores podemos lutar, contra os sentimentos não.
E não nos esqueçamos que é melhor um prêmio provenientes dos sentimentos do que dos valores.
E não nos esqueçamos que os valores são mais amigos que os sentimentos porque nos confortam e nos machucam menos, e não nos põem em situações ruins.
E não nos esqueçamos que a virtude tem a ver com valores e não com sentimentos.
Talvez porque sentimentos distorcem e valores dignificam.
Talvez porque valores são frios e sentimentos são quentes.
E nessa vida talvez valha a pena mais a frieza da razão do que a quentura da felicidade.
No fim das contas: sentimentos não são melhores que valores, que não são melhores que sentimentos.
E a escolha do que você quer se basear pra levar consigo é sua.




*Publicado originalmente em 15 de julho de 2011

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